Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade. (Efésios 2:13)
Já parou para pensar na profundidade desse pequeno versículo escrito por Paulo?
Estou lendo um livro bem interessante, com uma linguagem um pouco difícil, cujo título é "A Linguagem de Deus", de Francis S. Collins. O autor foi o diretor do projeto Genoma, que decifrou todo o código genético presente no DNA humano. O livro é uma viagem pela ciência, que passa pelo "BIG BANG", a explosão onde tudo teria começado, pela teoria evolucionista de Darwin e chega até o código genético, o DNA.
Depois de a ciência conseguir desvendar uma pequena parte do mistério, resta ainda um universo de variáveis para a aplicabilidade desta descoberta em prol da humanidade. Doenças hereditárias e outras como câncer e etc, poderão daqui a algum tempo serem tratadas a partir destes estudos.
O que torna o livro mais interessante, pelo menos sob o meu ponto de vista, é que o autor consegue passar a idéia clara de que todos os eventos descobertos pela ciência, não tiram, mas reafirmam a existência de um ser superior, responsável para que fenômenos físicos, químicos e biológicos altamente improváveis pudessem acontecer de forma tão ordenada a ponto da vida poder existir.
O código genético é atribuído pelo autor como a linguagem de Deus. Isso traz uma profundidade intensa, na medida em que se percebe o controle minuncioso de todas as respostas orgânicas frente a um só comando do DNA.
Quando lia o versículo apresentado anteriormente, ficava pensando como é isto? Quer dizer então que eu não tenho vontade própria? Se é assim, como é que eu posso ter domínio próprio, um dos frutos do Espírito?
Depois de pensar um pouco, percebi que Deus me criou para alguma coisa. Ele foi capaz de construir um sofisticado sistema para que a vida fosse possível aqui na terra. Além disso, Ele também foi o responsável por desenvolver, de modo absolutamente incrível, o corpo humano e a vida em si. Ele criou uma infinidade de respostas biológicas que funcionam automaticamente, para que a gente possa sobreviver, como o coração ficar batendo e etc.
Também criou mecanismos para a manutenção desse corpo em equilíbrio. Assim, a sede, a fome, o desejo sexual e etc, fazem parte desse pacote de mecanismos. Eu sinto sede, logo eu tomo água. Mas quem me ensinou que para não ter sede eu preciso tomar água? Minha mãe? E quem ensinou a ela? A sua mãe, e portanto, minha avó? E quem ensinou a minha avó? Se formos caminhando nesse sentido, vamos chegar ao ponto inicial, ao começo de tudo. Esse tal momento, onde Deus formou esses mecanismos.
O parágrafo anterior mostra somente uma faceta do projeto. Mas pode-se pensar também nas emoções. Eu gosto de alguém. Mas porque? Porque eu gosto mais de mulheres loiras do que de morenas, ou vice-versa? O que me faz ser mais extrovertido, ou mais tímido? Quem formou a minha personalidade?
Quando se entende melhor a complexidade do nosso corpo, seja em aspectos anatômicos e emocionais, se entende porque é "Ele que opera em nós tanto o querer quanto o realizar".
Deus me fez e fez você com um propósito. Quando estamos perto Dele, nosso corpo inteiro, através de todas as respostas complexas, concorda com a Sua "boa vontade". Ficamos afinados de tal modo que conseguimos entender a linguagem de Deus. Encontramos paz! Mas quando estamos longe, saímos do que Deus planejou para a nossa vida. Por mais que Ele tenha o controle de tudo, do DNA, e de haver criado um poderoso sistema de comunicação para entendermos qual é a Sua vontade, ainda assim permite que a gente escolha. Sem entender a linguagem de Deus, se vive um vazio. Fica faltando alguma coisa...
Dedicação ao conhecimento de sua vontade, significa estar dedicado à busca de um relacionamento de intimidade com Ele. Quando entendemos os própósitos de Deus para a nossa vida, todo o corpo, mente e espírito se movem em direção à vontade de Deus.