terça-feira, 6 de abril de 2010

Distância...
































Definitivamente a distância é cruel. Há quem diga de relacionamentos de amizade ou de amor que perduraram por muitos anos mesmo com a distância. Mas quando realmente estamos distantes? A distância medida em metros, kilômetros, milhas e etc significa que estamos realmente separados ou não? E se isso for assim, o que realmente nos torna distantes uns dos outros?

Você já observou como reagimos de modos diferentes com notícias igualmente diferentes? De tempos em tempos o mundo se choca com os desastres ambientais. São furacões, terremotos, invernos rigorosos que incluíram na casa dos milhões mortos, feridos e desabrigados. Sinceramente, como você reagiu à notícia do terremoto que atingiu o Haiti? Pode ser que muitos tenham ficado tristes, mas como você estava no outro dia? Continuava se importando com o que aconteceu? Essa distância...

O Brasil é um país distante do Haiti, mas como você reagiu à enchente na região Sul do país? E no outro dia? Continuou a vida? Como você reage frente a tantas pessoas que passam fome, frio, sofrem discriminação na sua cidade? E na sua rua, no seu trabalho? Quantas são as pessoas com as quais convivemos diariamente e que não recebem a atenção mínima de um bom dia, boa tarde, de um simples sorriso? Distância...

A verdade é que quando existe o amor de Coríntios as distâncias não existem. Não existem kilômetros que possam separá-lo. Ao contrário, quando o tal amor não nos alcança, poucos milímetros podem causar uma infinita e eterna distância. O reflexo disso? A inércia, a passividade, simplesmente ver as coisas acontecerem e não fazer coisa alguma.

O mundo precisa melhorar e para isso seria muito bom encontrar o amor de Coríntios.



quinta-feira, 25 de março de 2010

A cruz de Jesus

Já observei tanta gente tratando uma cruz como se ela fosse o próprio Jesus. No dia em que chega um problemão, lá vem o colar com uma cruz para ser beijada, como se a esperança para dias melhores estivesse nela. Depois de um pouco de saliva e também de alguns pingos de lágrimas, pode ser que as coisas melhorem...

O que não consigo entender, é como a gente consegue se desviar tão facilmente do foco. Quando temos que resolver um problema, geralmente procuramos a solução no problema dos outros. Quando temos alguma coisa importante para fazer pelos outros, a coisa não é tão importante assim. O foco! Onde está o seu foco?

Na época em que Jesus foi crucificado, havia uma crise se instalando. A crise da falta de madeira. Alguns relatos históricos mostram que a morte de cruz estava na moda e que três mil pessoas poderiam ser crucificadas num dia. Haja madeira para tanta cruz!

Também nessa época somente algumas pessoas poderiam ter esse horrível direito de serem crucificadas, entre outros, principalmente ladrões e desertores. Pode ser que nesse holocausto de crucificados pudesse haver uma pessoa, além de Jesus, que tivesse sido condenada injustamente. Sei lá. Pode ser que alguém tenha feito uma armação semelhante a que fizeram com Daniel na época em que ele ia virar comida de leão.

O foco da cruz não pode ser a cruz em si mesma ou até mesmo a justiça ou injustiça dos judeus. O foco da cruz deve sempre permanecer em Cristo. Ele teve a coragem que jamais qualquer homem teve ou terá de pagar um preço baseando-se num foco. O do amor. O de permitir que eu você tenhamos o direito de escolher.

Ele deve ser sempre o foco.