quinta-feira, 14 de abril de 2011

Escolher ...


O texto de Atos 13 possui o primeiro sermão ou discurso de Paulo. Foi nesse momento, por ocasião de sua primeira viagem missionária ao lado de Barnabé, que Paulo falaria aos judeus da cidade de Antioquia da Psídia. Paulo iniciaria o seu discurso mostrando a história do povo de Israel, de como esse povo foi escolhido por Deus para sair do regime de escravidão egípcio, dos sinais e milagres realizados no deserto, de como esse povo foi inicialmente governado por juízes e depois por reis, enfatizando Saul, Davi e Salomão. Paulo então segue sua linha de raciocínio até demostrar que Deus havia feito a promessa de libertação definitiva de seu povo por alguém que viria da descendência de Davi. Ele mostra que Jesus era descendente de Davi e Nele a promessa havia se cumprido.
Depois de ouvir o discurso de Paulo e o seu raciocínio, pode-se observar a lógica histórica de seus argumentos. Além disso, pode ser somado a esse raciocínio histórico e genealógico, todas as circunstâncias envolvidas na própria vida de Cristo. Funde-se a esse raciocínio, todo um conjunto de milagres, discursos, sermões e finalmente naquilo que seria o marco para a mudança de endereço de Deus. Na morte e ressurreição de Cristo, Deus sairia de sua habitação fora do homem, e passaria a habitar dentro do homem. A promessa finalmente haveria de ser cumprida pelo envio do Espírito Santo, o chamado consolador.
Perceba como é muito fácil nos perdermos diante do que chamamos dia a dia, do cotidiano. Podemos passar anos e anos frequentando uma igreja, ouvindo lições importantes sobre os ensinamentos de Cristo, mas que na tomada de decisão, no momento da aplicação prática, muitos e muitos não conseguem enxergar o caminho. Mais desastroso do que esse aspecto é o fato de que mesmo quando o caminho é mostrado, ainda assim faz-se a opção por outro, tal qual o povo judeu que não reconheceu a pessoa de Cristo como o escolhido, mesmo após tantos sinais, tantas palavras, tanta lógica. Porque a maioria de nós não consegue enxergar o caminho? Porque muitos que conseguem enxergar o que fazer, tão frequentemente optam pela direção contrária? Porque no dia a dia temos enormes dificuldades para decidir fazer o que é correto?